O avanço da tecnologia no agronegócio brasileiro não está restrito ao aumento da produtividade. Cada vez mais, produtores e empresas do setor investem em soluções voltadas à segurança, utilizando inteligência artificial, monitoramento remoto, drones e câmeras térmicas para proteger patrimônios, operações e pessoas.
Na 49ª Expointer, em Esteio (RS), esse movimento pode ser observado na operação de monitoramento realizada com as estações de alto desempenho do Arcanjo, desenvolvidas pela IPQ Tecnologia. A solução faz parte do programa RS Atento e atua no apoio às forças de segurança durante o evento. As estações utilizam recursos como reconhecimento facial, leitura automática de placas de veículos (OCR), análise comportamental e transmissão de imagens em tempo real, ampliando a capacidade de monitoramento em áreas de grande circulação.

Segundo o diretor de Operações da IPQ Tecnologia, Heitor Galvão, soluções semelhantes podem ser aplicadas em propriedades rurais, cooperativas, armazéns, agroindústrias e centros logísticos do setor. “Em propriedades cada vez mais extensas e conectadas, a combinação de monitoramento inteligente, drones e sistemas avançados de detecção surge como uma importante aliada na proteção de pessoas, máquinas, insumos e rebanhos”, destaca.
As torres de monitoramento, equipadas com câmeras inteligentes, são capazes de identificar a presença de pessoas em áreas restritas, detectar focos de fumaça e utilizar sensores térmicos para vigilância noturna ou em condições de baixa visibilidade. “As propriedades rurais apresentam desafios específicos em razão da extensão territorial e, muitas vezes, da distância dos centros urbanos. A tecnologia permite ampliar a capacidade de vigilância e reduzir o tempo de resposta diante de situações suspeitas ou emergenciais”, explica Galvão.
Outra ferramenta que vem ganhando espaço no agronegócio é o uso de drones em rondas programadas e inspeções de grandes áreas. Integrados às centrais de monitoramento, os equipamentos ampliam a cobertura operacional e fornecem imagens em tempo real para uma tomada de decisão mais rápida e eficiente.
“Nosso diferencial está nessa integração entre torres de monitoramento, câmeras térmicas, inteligência artificial e drones, que cria um ecossistema capaz de monitorar extensas áreas de forma contínua. Além da prevenção de invasões e furtos, os sistemas podem auxiliar na identificação precoce de incêndios, movimentações atípicas e outros riscos que impactam diretamente a atividade rural”, conclui.
A experiência da Expointer demonstra como tecnologias já empregadas em grandes operações de segurança podem ser adaptadas à realidade do campo, contribuindo para tornar propriedades rurais mais protegidas, conectadas e preparadas para os desafios de um agronegócio cada vez mais tecnológico.
Ascom
Ana Paula Loiola